Abertura do Processo de Beatificação dos Mártires de Chapotera

No dia 20 de Novembro no Santuário de Nossa Senhora da Conceição do Zobuè, realizou-se a sessão de abertura do Processo de Beatificação e Canonização dos Servos de Deus Padres João de Deus Kamtedza e Sílvio Alves Moreira, Mártires de Chapotera.

A cerimónia realizou-se durante a Peregrinação da Diocese de Tete ao Santuário do Zobuè por ocasião do XXXVI aniversário da morte dos sacerdotes jesuítas.

Na presença do Bispo de Tete e dos membros da Comissão Diocesana de Inquérito para a Causa dos Mártires, o Padre Sandro Faedi, Postulador da Causa, pediu que se desse início ao processo informativo sobre o martírio e fama de martírio dos Servos de Deus João de Deus Kamtedza e Sílvio Alves Moreira, sacerdotes mártirs de Chapotera.

Acolhido o pedido do Postulador pelo Bispo de Tete, dom Diamantino Antunes, procedeu-se à leitura da Carta da Congregação da Causa dos Santos de 2 de Setembro de 2021 em que se declara que da parte da Santa Sé não existe nenhum obstáculo para a introdução da Causa, e o decreto do Bispo de Tete, com o qual se introduziu a Causa, e se ordena o início do Inquérito e se constitui o Tribunal. Terminada a leitura, o Bispo confirmou a nomeação de todos os membros do Tribunal da Causa: o Juiz Delegado, Padre Vital Adriano Conala, o Promotor de Justiça, Padre José Alone Codiasse e os Notários, Padres Angelino Augusto e Afonso Inácio Mucane. Imediatamente todos prestaram o juramento, declarando estar dispostos a realizar as suas tarefas com fidelidade e rigor.

Em seguida, o Postulador da Causa entregou o elenco das testemunhas que se dispõem a dar o seu testemunho sobre a vida e martírio dos catequistas. São quase uma centena de testemunhas, entre familiares, missionários, conhecidos e testemunhas do massacre, que irão ser interrogados nos próximos meses em diferentes sessões pelo Tribunal Diocesano da Causa. Sendo esta uma Causa de Martírio deverá ser averiguado se os sacerdotes foram mortos por ódio à fé cristã ou a alguma das virtudes ligadas à Fé.

Recordamos que os Mártires de Chapotera foram mortos em 30 de Outubro de 1985, no contexto da guerra civil que devastou Moçambique, quando estavam para estavam na Missão de Lifidzi.


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